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Grupo de Amigos emite sua primeira Declaração sobre a economia social e solidária 

 

Apoiada por 20 governos, a Declaração estabelece compromissos para fortalecer a cooperação intergovernamental com vistas a promover a contribuição da economia social e solidária para o trabalho decente, o desenvolvimento sustentável e a justiça social. 

 

GENEBRA (21 de julho de 2026) – O Grupo de Amigos da Economia Social e Solidária, copresidido pelo Brasil e pelo Senegal, emitiu hoje sua primeira Declaração, apoiada por 20 governos dos cinco grupos regionais das Nações Unidas. 

Lançado na sede da Organização Internacional do Trabalho, em Genebra, em 11 de junho de 2026, como uma contribuição à Coalizão Global para a Justiça Social, o Grupo constitui uma plataforma aberta, voluntária e liderada por governos para promover a cooperação entre os governos interessados. 

“Com a Lei Paul Singer e o Plano Nacional de Economia Solidária para 2026–2029, o Brasil está fortalecendo a economia solidária como política pública para gerar trabalho e renda, promover a inclusão social e apoiar o desenvolvimento sustentável”, afirmou Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego do Brasil. “O Grupo de Amigos pode conectar experiências nacionais entre diferentes regiões e ampliar a cooperação Sul-Sul e triangular.” 

Por meio da Declaração, os governos que a apoiam comprometem-se a: 

  • compartilhar boas práticas replicáveis e lições aprendidas; 
  • considerar de que forma a economia social e solidária pode contribuir para os processos multilaterais pertinentes e neles receber maior destaque; e 
  • incentivar as entidades competentes do sistema das Nações Unidas para o desenvolvimento a prestar apoio aos Estados, mediante solicitação e em conformidade com seus respectivos mandatos. 

“Ao designar 2026 como o Ano do Emprego e da Economia Social e Solidária, o Senegal opta por um modelo de desenvolvimento que coloca as pessoas, o trabalho decente e a solidariedade no centro das políticas públicas”, afirmou Alioune Dione, ministro da Microfinança e da Economia Social e Solidária do Senegal. “O Grupo de Amigos constitui uma plataforma importante para promover essa visão, fortalecer a cooperação internacional e dar maior destaque à economia social e solidária nos processos multilaterais e nas agendas globais de políticas públicas.” 

A Declaração baseia-se na Declaração Política de Doha, adotada na Cúpula Social Mundial de 2025, no Compromisso de Sevilha de 2025, nas resoluções 77/281 (2023) e 79/213 (2024) da Assembleia Geral das Nações Unidas e na Resolução relativa ao trabalho decente e à economia social e solidária, adotada pela Conferência Internacional do Trabalho em 2022. 

A Declaração destaca o papel das entidades da economia social e solidária como referências locais na geração de oportunidades de trabalho decente e no empoderamento das mulheres, inclusive das mulheres das áreas rurais, bem como dos jovens, das pessoas com deficiência e das pessoas em situação de vulnerabilidade. Reconhece também sua contribuição para o fortalecimento das comunidades e da coesão social, para a diversidade e a solidariedade, bem como para o respeito aos conhecimentos e às culturas tradicionais, inclusive entre os Povos Indígenas. 

A Declaração também reconhece o trabalho da Força-Tarefa Interagencial das Nações Unidas sobre Economia Social e Solidária e acolhe com satisfação o trabalho da Organização Internacional do Trabalho para promover um ambiente propício à economia social e solidária, aprimorar a mensuração de sua contribuição econômica e social e desenvolver diretrizes estatísticas internacionais. 

Os governos que apoiam a Declaração são: Barbados, Brasil, Cabo Verde, Camarões, Congo, Côte d’Ivoire, Espanha, Estado da Palestina, Guiné-Bissau, Itália, Líbano, Luxemburgo, Mali, Mauritânia, México, República da Coreia, Romênia, Senegal, Uruguai e Uzbequistão. 

Outros governos são convidados a apoiar a Declaração e a integrar o Grupo. O Grupo também acolhe com satisfação a continuidade do envolvimento dos parceiros sociais, dos atores da economia social e solidária, dos parceiros da Coalizão Global para a Justiça Social e de outras partes interessadas pertinentes. 

Declaração sobre a criação do Grupo de Amigos da Economia Social e Solidária